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A Grande Tarefa da Modernidade.

  • Marilu Martinelli
  • 5 de jul. de 2015
  • 2 min de leitura

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Unificar o mundo exterior com o mundo interior é a grande tarefa da modernidade. Todos os seres humanos têm uma meta comum, ser feliz e viver em paz e prosperidade. Se quisermos atingir esse objetivo e ser mestres do próprio destino temos que conhecer a plenitude de nossas potencialidades. Para isso, é preciso compatibilizar o espírito e o mundo, os valores de sobrevivência e os valores de transcendência.


Vivemos no século XXI uma transição inédita na historia das civilizações. A transição para a unidade dos homens, da economia mundial compartilhada e da cidadania planetária. A criação de um macro estado global será conduzida por lideranças que aprendam a servir a vida pela cooperação ao invez de destruir a vida pela arrogância e dominação. Todos nós estamos cientes dos resultados desastrosos promovidos pelo nosso antropocentrismo, egotismo, ganância e separatismo. Atualmente, a maioria das lideranças está a serviço de si mesma, ferindo a ética e desrespeitando a confiança nelas depositada.


Nosso mundo está sem fronteiras externas, e as comunicações instantâneas, a tecnologia, e a velocidade dos transportes e meio de comunicação, encurtaram distancias físicas e culturais, mas não conseguimos compatibilizar nosso universo interior com o exterior, estamos desconectados da nossa verdadeira identidade.


Extraímos tanto da vida que a empobrecemos e banalizamos. Fala-se muito em sustentabilidade, porém sem a transformação dos indivíduos, o desenvolvimento sustentável é um discurso vazio. Estamos descobrindo a duras penas que só pode ser considerado progresso verdadeiro aquele que passar pelo filtro do coração humano.


O ser humano é capaz de transformações surpreendentes desde que permita que sua alma se expresse e crie beleza. Arnold Toymbee disse certa vez: “A doença da sociedade moderna está tão enraizada que só pode ser curada por uma revolução espiritual no coração e na mente dos seres humanos”. Os valores humanos universais fundamentam a consciência e definem uma ética diferenciada porque são os princípios que nutrem e definem o caráter. E o caráter é o instrumento do qual a consciência se vale para se expressar. A intenção é a alma da vontade e esta corresponde a qualidade da ação, e uma ética que revela a qualidade do caráter nasce do sentimento e não da razão. Sem sentimentos e sem a espiritualidade desenvolvemos uma ética formal, uma etiqueta.


Precisamos de lideres servidores, legitimados pela pureza de espírito e de propósitos grandiosos; para tal é preciso compreender a liderança como produto da espiritualidade, ou seja, do sentimento consciente de que somos unos com todas as manifestações de vida. Não basta administrar a moeda, os lucros, o mercado, e criar estratégias para estar inserido na globalização e sobreviver aos seus efeitos e imposições. É preciso acreditar num desenvolvimento justo e sustentável a partir do resgate da dignidade humana.


Unificar técnicas e princípios, o que fazer, por que fazer, e para quem fazer, confere uma nova dimensão ao nosso trabalho. A alegria de criar, partilhar e oferecer o melhor de si renova talentos e nos permite construir juntos mais uma curva na espiral da evolução humana.


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Marilu Martinelli, é colaboradora do @institutoseva. É Jornalista, atriz, escritora, educadora especialista na Formação do Educador em Valores Humanos. Conferencista Internacional. Consultora Educacional e Empresarial para Formação de Lideranças em Valores Humanos. Especialista em Desenvolvimento Humano.

 
 
 

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